Dizem que os opostos se atraem, e olha… é a mais pura verdade.
Sou casado há 10 anos e nunca houve uma coisa em que eu e minha esposa discrepássemos mais do que o frio.
Eu sou do tipo calorento, e ela é exatamente o contrário.
Pra se ter uma ideia, enquanto ela dorme com pijama de flanela com mangas compridas, meias, protetor de orelhas, luvas de lã, 4 lençóis e um edredon importado do Alasca, eu prefiro dormir sem camisa e com o meu lençolzinho azul de estimação, que eu trouxe lá da casa de mainha, dos tempos em que era solteiro.
Certa vez fomos a Garanhuns para o Festival de Inverno que, para quem não conhece, são duas semanas de shows e espetáculos gratuitos, período de ocupação máxima de Hotéis, Pousadas e casas de conhecidos.
Na mais pura sorte, conseguimos alojamento de última hora, graças a uma desistência na reserva e, como era de se esperar, não tivemos escolha, ficamos no único quarto disponível. Bem, não era lá um 5 estrelas, mas não perderíamos a viagem.
Bolsas jogadas em cima da cama, era só tomar um banho, trocar de roupa e ir para a praça curtir um friozinho, tomar chocolate quente e acompanhar os shows.
Fui o primeiro a enfrentar a ducha e quase congelo com a água. A resistência do chuveiro devia estar queimada. Sério! Até eu que não sou de reclamar de frio, quase desisto do banho e disfarço a opção anti-higiênica com uma porção reforçada de perfume.
Com o típico brio masculino falando mais alto, resisti até o final. Minha esposa perguntou: “A água tá muito fria?” e eu (juro que tentei me controlar!) disse: “Tá nada! Tá tranquilo.”
Coitada, ela acreditou… entrou toda serelepe no banho e quando sentiu a água gelada na pele, saiu correndo do banheiro e quase derrubou a porta. Olha, que ninguém conte a ela, mas eu fiquei com pena da sacanagem depois, no entanto, na hora, eu quase passo mal de tanto rir.
Passou o final de semana emburrada e nunca mais me perguntou sobre a temperatura da água. Ainda assim, episódio superado.
A grande confusão começou mesmo quando trocamos o nosso aparelho de ar condicionado por um daqueles de parede, com controle remoto que indica a temperatura desejada.
Se dependesse de mim, o termostato não sairia do 16 (é o menor valor), agora, por ela, dormiríamos em confortáveis e refrescantes 30ºC.
Debatemos um bocado e chegamos a um consenso: 20 graus.
Mesmo tendo chegado a um acordo, mulher é mulher, né? E aí, estávamos na cama, preparados para dormir, quando ela começa a reclamar do frio, que estava se tremendo e tal, pedindo para eu “aumentar o volume” do ar.
Ora, acordo é acordo, e me mantive irredutível quanto a isso. Ela já estava mais empacotada que vaso de cristal enviado pelos correios e ainda assim reclamava do frio.
Como ela viu que não ia me vencer, olhou pra mim e soltou: “Você só quer ser um urso polar!”.
Na hora eu me manifestei: “Opa! Peraí! O que é que você quer dizer com isso? Que eu sou grande, gordo e branco, é?”.
Isso não se faz! Magoei na hora, virei a bunda pro lado dela e fui dormir.
E eu que tinha me arrependido da pegadinha do chuveiro frio… tá vendo como é que são as coisas? Deixa estar, bichinha… um dia ainda neva aqui em Pernambuco, aí a gente se acerta.
Com carinho,
Gus,
Recife, 22/06/2011



Ainda estou rindo do susto que ela tomou da agua fria e bem feito pra você ser chamado de urso…rs
Aqui em casa não é muito diferente, só que a briga é no ar condicionado do carro. Sempre saio preparada para nevasca, pois o simples fato de ele colocar o ar na posição 2, já é o bastante para que eu fique congelada.
Ufa! Achei que o problema era s comigo…
Obrigado pela visita e pelo comentrio.
Abrao.
Rapaz, estou com medo de encontrar baratas aqui. Vixe maria, quanta poeira!!! Abandonasse o blog, foi? Pode não!!
Bjs.
Pior que é verdade… deixei o Blog um tanto de lado, mas prometo que vou me esforçar para reanimá-lo!
Augusto.